InterPlanetary File System (IPFS)
Protocolo aberto para armazenar e acessar arquivos, identificando cada conteúdo por seu próprio dado, muito usado para guardar arquivos de NFTs.
Pontos-chave
- IPFS é um protocolo aberto para armazenar e acessar arquivos de forma distribuída, sem depender de um único servidor central.
- Cada conteúdo é identificado por um endereço derivado do próprio dado, e não por sua localização em um servidor específico.
- É muito usado para guardar arquivos associados a itens digitais, como as imagens de colecionáveis, fora da blockchain.
O que é o IPFS?
IPFS é a sigla em inglês para sistema de arquivos interplanetário. Trata-se de um protocolo aberto que permite guardar e distribuir arquivos por uma rede de participantes, em vez de mantê-los em um único servidor. A ideia é tornar o acesso a conteúdos mais resiliente e menos dependente de um ponto central, aproximando o armazenamento de arquivos da lógica distribuída que caracteriza as redes descentralizadas.
Como funciona
A característica central do IPFS é identificar cada arquivo por seu conteúdo, e não por seu endereço em um servidor. A partir dos dados do arquivo, gera-se um identificador único; qualquer alteração no conteúdo produziria um identificador diferente. Assim, para buscar um arquivo, pede-se à rede por aquele identificador específico, e qualquer participante que tenha uma cópia pode fornecê-lo, sem que importe onde ela está fisicamente.
Esse modelo traz vantagens de resiliência e verificação. Como o arquivo pode estar em vários participantes, ele não depende de um único servidor que poderia sair do ar. E como o identificador deriva do conteúdo, é possível confirmar que o arquivo recebido é exatamente o esperado, sem adulteração. Isso torna o IPFS útil para conteúdos que precisam ser confiáveis e disponíveis de forma duradoura.
No universo cripto, o IPFS é bastante usado em conjunto com blockchains. Guardar arquivos grandes diretamente em uma blockchain é caro e ineficiente, então é comum registrar na rede apenas um identificador que aponta para o conteúdo armazenado no IPFS. Itens digitais como colecionáveis frequentemente funcionam assim: o registro na blockchain garante a posse, enquanto a imagem ou o arquivo associado fica no IPFS. Vale notar que a permanência do conteúdo depende de alguém continuar mantendo uma cópia disponível.
Entender esse arranjo ajuda a compreender onde realmente ficam os arquivos associados a muitos ativos digitais.
Por que importa
Entender o IPFS ajuda a compreender como arquivos associados a ativos digitais são armazenados fora da blockchain e por que isso importa para a durabilidade desses conteúdos. Para uma empresa que lida com esses ativos, é um contexto técnico relevante. Trata-se de um conceito técnico, sem que isso represente qualquer recomendação de operação.
Limitações
No IPFS, um arquivo só permanece disponível enquanto algum participante mantém uma cópia; se todos deixam de hospedá-lo, o conteúdo pode se tornar inacessível. Isso torna a permanência dependente de esforço contínuo ou de serviços dedicados. Além disso, o protocolo distribui e verifica arquivos, mas não os torna privados por si só. Nada disso representa recomendação de operação.